Como diminuir os riscos da ventilação mecânica com a tomografia por impedância elétrica

A ventilação mecânica é uma intervenção que salva vidas em pacientes com insuficiência respiratória aguda, aplicada a mais de um terço dos pacientes que entram na unidade de terapia intensiva. O procedimento, no entanto, expõe os pacientes a complicações como lesão pulmonar induzida por ventilador (VILI), pneumotórax ou colapso cardiovascular.

Para reduzir os riscos de tais complicações, as estratégias de ventilação protetora são aplicadas por intensivistas e anestesistas, que têm como objetivo regular meticulosamente os ajustes do ventilador de acordo com o perfil dos pacientes, mas ao mesmo tempo proporcionar um melhor cuidado para o frágil parênquima pulmonar.

Infelizmente, os médicos têm tomado suas decisões com restrições de recursos, o que dificulta a interpretação mais adequada dos parâmetros fisiológicos do paciente e, consequentemente, o sucesso do tratamento. Após algumas horas de ventilação mecânica, as partes posteriores dos pulmões podem vir a sentir os efeitos de compressão da gravidade e distensão abdominal, sofrendo colapso progressivo. Este fenômeno é agravado por altas concentrações de oxigênio inspirado, ou por infecções. O pulmão se torna progressivamente heterogêneo, sendo sua parte anterior forçada a receber a maior parte do volume corrente e a ficar progressivamente sobrecarregada. Todos estes mecanismos patológicos causam inflamação pulmonar e fibrose, que poderiam ser evitadas com uma correta monitoração do pulmão a beira leito.

Riscos de ventilação mecânica
Mais de um terço dos pacientes que entram na UTI são submetidos a ventilação mecânica por mais de 12 horas (Esteban et al 2002, Esteban et al., 2008). Quarenta por cento destes pacientes morrerão durante a internação.

Cerca de 24% dos pacientes com pulmão previamente saudável desenvolverão formas ligeiras a graves de Síndrome de Angústia Respiratória Aguda (SDRA) nos primeiros 5 dias de ventilação artificial (Gajic et al., 2004), com uma associação clara entre maus ajustes do ventilador e incidência de SDRA. SDRA é uma doença pulmonar inflamatória que acrescenta mortalidade extra e maior permanência na UTI, representando um fardo para o sistema de saúde.

Apesar de todos os esforços para proteger os pulmões, a incidência de barotrauma em pacientes com SDRA ainda se aproxima de 6-10%. As más configurações do ventilador estão claramente relacionadas ao barotrauma (Boussarsar M et al, 2002). Tem sido difícil provar que o barotrauma provoca a morte diretamente, mas é evidente que a presença de barotrauma indica um doente com risco de mortalidade duplicado. (Esteban et al., 2004). Uma hipótese emergente é que o barotrauma marca pacientes submetidos ao mau ajuste do ventilador ouaqueles que passaram por momentos críticos na UTI, o que pode desencadear eventos ruins e disfunções.

Salvando vidas

Uma ampla literatura sugere que as estratégias de ventilação mecânica protetora podem diminuir a mortalidade em pacientes com SDRA, diminuir o tempo de permanência (Mercat et al., 2008) e diminuir o uso de terapias de resgate (Meade et al , 2008). A mortalidade geral do SDRA, entretanto, ainda permanece em torno de 45% em estudos observacionais (Phua et al., 2009).
Evidências fisiológicas abundantes sugerem que uma redução adicional (e substancial) da mortalidade pode ser esperada com a otimização da ventilação mecânica. Isso requer individualização dos ajustes do ventilador, especialmente em pacientes com doença pulmonar grave e heterogênea (Terragni et al., 2007).

Sem ferramentas adequadas de diagnóstico pulmonar ou tomografia computadorizada a beira leito (Gattinoni et al., 2006), os intensivistas são cegos e perdidos. Os protocolos padrões para a proteção pulmonar são claramente limitados, causando danos em uma grande proporção de pacientes (Grasso et al. 2007; Briel et ai. 2010).

A Tecnologia Enlight 1800 – Tomógrafo de Impedância Elétrica

Neste contexto, a tecnologia Enlight foi criada com o objetivo explícito de fornecer ferramentas para otimizar e individualizar a ventilação mecânica. O conceito é aumentar as capacidades de diagnóstico dos intensivistas, ajudando-os a tomar decisões bem informadas à beira do leito. Em uma avaliação rápida que leva menos de 5 minutos, os médicos podem verificar o potencial de recrutamento alveolar e selecionar níveis de PEEP minimizando colapso e hiperdistensão, simultaneamente. Tão útil como um radar em um céu nublado, os profissionais de saúde podem agora ver o que está acontecendo dentro do pulmão do paciente e ter informações reais – a cada ciclo ventilatório, sendo possível traçar condutas e/ou interpretações precoces do diagnóstico e tratamento para aquele perfil de paciente em ventilação mecânica invasiva ou não invasiva.

O Timpel Enlight 1800 é um equipamento inovador, não invasivo e livre de radiação para a avaliação dos pulmões a beira leito em unidades de terapia intensiva e salas de operação.

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Fonte: www.timpel.com.br/index